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18 junho, 2009

Forçar ou Não forçar?

"2009/6/17 Anónimo deixou um novo comentário na sua mensagem "Conjuntos de Ginástica Rítmica": Estive a ler o seu post de 2008 sobre o rendimento escolar das atletas, a minha filha é atleta está a iniciar-se agora na competição, ela gosta muito, foi ela que pediu para pratica esta modalidade com a carga horária de treinos que tem nunca será uma atleta de primeira divisão, também não vejo nela 'aquela vontade' se eu visse consideraria seriamente o mudar de clube, escola ou quem sabe de cidade, no entanto dói-me ver pais á porta do ginásio com as filhas a chorar dentro do carro que não querem ir e eles vão prometendo varias coisas para elas irem treinar e elas lá vão e á saída eles comentam: vê, já está feliz. Eu também acho que aquela cara é de felicidade, mas de felicidade por o sacrifício daquele dia estar terminado.

::FOTO: A Maria e a Bruna no início da sua ligação com a GR::


Cara anónima,
antes de mais obrigado pela sua visita e comentário.
Por achar o tema forte do seu comentário um assunto interessante de debater optei por lhe dar resposta na forma de um novo assunto.


::A Bruna numa pose em MINI e mais tarde a auxiliar as juízes (Infantil)::

Não posso falar por toda a comunidade de pais da ginástica rítmica(nem mesmo dos que me estão mais chegados), como é óbvio, mas a minha experiência como pai de duas ginastas e "tio" emprestado de umas dezenas de outras dão-me alguma experiência para no mínimo, ter algumas reservas sobre o sentido que está por trás da sua última frase, e por isso a achar merecedora de algumas considerações.

Arriscaria um valor na ordem dos 80/90% em como a grande maioria das ginastas teve os seus momentos de choro e de finca pé a dizer que não gostam da ginástica e que querem fazer outra coisa qualquer que não aquele desporto. Acontece principalmente nas mais pequenas e na altura em que em competição sofrem um choque maior na carga de treino, deixa de ser aquela brincadeira que estavam habituadas nas 'MINIS' e 'INFANTIS' e conhecem 'outra' treinadora, mais dura e mais exigente com elas. Essa nova responsabilidade, maior esforço e medo de não conseguir cumprir com o que lhes é agora pedido, e atenção que não se trata de lhes pedir que sejam sempre as primeiras, não, trata-se de lhes pedir que dêem o máximo das suas capacidades e isso custa e isso provoca a vontade de fuga e abandono da modalidade. Aconteceu-nos cá por casa com a pequenita Maria e agora mais tarde com a pequenita Bruna e vimos acontecer com outras tantas ginastas durante o tempo que já temos de GR.


::A Maria (Esperança)::

Pessoalmente e por achar que as ginastas cá de casa tem alguma apetência para a modalidade, optámos por não desistir na 'primeira' birra, o que recriou o ambiente que descrevia no seu comentário, choro à porta do ginásio. Com duas crianças que embora irmãs tem as suas diferenças bem marcadas, essa experiência inicial com a Maria foi curta e rapidamente esquecida o que nem chegou para nos deixar dúvidas sobre insistir ou não, no caso da Bruna, mais actual, é diferente, por isso, e dado o tempo que por cá achámos razoável esperar, o futuro na modalidade passou para as suas mãos, e ela sabe-o. Estaremos no entanto muito em cima para lhe dizer as consequências e o que trataremos de preparar para uma boa ocupação física e psicológica de futuro caso ela (ou a irmã) decida um dia mudar de rumo.

Quando digo que tenho algumas reservas em concordar consigo na sua frase final, é porque, como referi atrás, já vivemos essa experiência e em dias mais complicados em que até se faz um acompanhamento da ginasta mais de perto(muitos telefonemas para o clube) chegamos à conclusão que o que lhes custa mais é mesmo o receio inicial de encarar a responsabilidade do treino, e que após se encontrar no praticável e a convivência com as colegas as fizer esquecer alguns dos seus receios, o treino corre com naturalidade e com as vicissitudes de um qualquer dia de trabalho do qual elas tiram momentos de prazer e outros talvez um pouco mais difíceis e duros de suportar. É, sinceramente, o que eu acho. Agora, a felicidade ao fim de um dia de trabalho é normal até para nós adultos quanto mais para as pequenitas ginastas, mas os animados relatos e demonstrações no meio da cozinha sobre alguns novos movimentos são para nós indicadores preciosos do estado das ginastas.


A GR de competição não é uma modalidade fácil, o sacrifício físico o choro estão muitas vezes por perto, diria mais, fazem parte do 'pacote', e por vezes é necessário e aceitável que se 'compre' a ginasta, no entanto, se esta a determinada altura dá sinais repetidos e repetidos que não dá para ela então é necessário parar pensar e agir em conformidade com a boa avaliação da situação. Por muito que possa custar aos pais.
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28 setembro, 2008

All Japan RG Club Championships

E se um dia fossemos até Tokyo, no Japão assistir ao Nacional de Ginástica Rítmica local?
Saibam que iríamos conhecer cerca de 224 clubes representados por 672 ginastas individuais. Fantástico não acham?
Bom, se tivermos em conta que o país que é apenas três, talvez quatro vezes no máximo a dimensão do nosso Portugal mas que tem uma população onze vezes maior talvez se compreendam estes números :)

Seja como for, parabéns ao novo clube campeão ADACHI RG CLUB que destronou o habitual vencedor das últimas edições o AEON RG CLUB. Mai Hidaka (ADACHI RG CLUB) foi a vencedora individual all-around.

Aqui fica um video da Mai Hidaka, não no Nacional Japonês
mas no Torneio de Thiais 08.


Aproveitando a deixa, aqui ficam os nossos cumprimentos para os nossos visitantes Japoneses de Saiwai, Tochigi, Sapporo, Osaka, Takaoka, Moriguchi, Tokyo, Ydogawa, Sendai, Shimizu, Kanagawa, entre outros...

Best regards for our Japanese visitors from Saiwai, Tochigi, Sapporo, Osaka, Takaoka, Moriguchi, Tokyo, Ydogawa, Sendai, Shimizu, Kanagawa, among others...

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